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Cinco peruas de tirar o fôlego

Cinco peruas de tirar o fôlego
Chrysler-300C_Touring-2005

Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma tara por peruas. Por favor, não me interprete mal. Não se trata de uma fala machista. Estou falando do segmento de peruas, ou station wagons, se o caro leitor, ou leitora, se sentir mais confortável. Sim, adoro esses carros de carroceria comprida, desde a infância. E mesmo que elas tenham entrado em extinção no Brasil, elas ainda são ovacionadas na Europa.

Recentemente, a Mercedes-Benz apresentou a versão E63 S AMG para sua Classe E Estate. Um monstro equipado com V8 4.0 de 620 cv. Ela concorre com a toda poderosa Audi RS6 Avant, que também ostenta um “oito canecos” de 600 cv. Pessoalmente, um dos carros mais absurdos que já tive a felicidade de guiar.

E também não faz muito tempo que a BMW divulgou um teaser da inédita M3 Touring que chegará em 2022. Se por aqui elas já morreram, no Velho Mundo essas senhoras estão com fôlego de sobra.

E, para comprovar minha paixão por essas máquinas de bagageiro avantajado, selecionamos cinco peruas icônicas, que fazem muito carro esporte comer poeira.


Alfa Romeo 156 Sportwagon

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Em sua história centenária, a Alfa Romeo só fabricou peruas por duas vezes: foi na virada dos anos 1990 para 2000. Derivada do sedã 156, a Sportwagon trazia o estilo suave, que era marcado pelo Scudetto invadindo o para-choque.

Durante os anos que ficou em linha, a Alfa ofereceu diferentes versões, incluindo uma versão integral, a Sportwagon Q4 e até mesmo uma aventureira, a Crosswagon Q4. No entanto, uma das versões mais legais era a V6. Esse carro contava com uma unidade 2.5 de 190 cv e 22 mkgf de torque.

Números que não impressionam diante dos diminutos motores turbo. Mas, essa unidade aspirada entregava todo seu vigor a elevados 6 mil giros. Ou seja, pulsava forte como manda o Cuore Sportivo.

Visualmente, ela é discreta, sem rodas enormes ou escapamentos extravagantes. Até os para-choques eram comportados. Mas nem precisava, só o fato de ser Alfa Romeo já era mais que suficiente para garantir uma condução inigualável. Pena que o V3 3.2 foi relegada apenas ao cupê GTA.

O desempenho do carro agradou aos executivos que a mantiveram na linha 159. Pena que a Giulia não ganhou uma versão perua. Essa vaga ficou com o SUV Stelvio.


Audi RS2

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Depois que encerrou a produção do Quattro, a Audi buscava algo mais apimentado que o S2. O cupê, apesar de lindo e andar bem, não era um puro-sangue para se fazer presente diante de seus conterrâneos, que ostentavam letras como “M” e “AMG” na lataria.

Então, a Audi resolveu fazer algo inusitado. Chamou a colega Porsche para desenvolver uma perua furiosa com base na 80 Avant. O carro ganhou rodas do 964 (que escondia um conjunto de freios Brembo, retirado do 964 Turbo), assim como as mesmas luzes e direção, um body kit sensual e um escapamento de ponteira dupla.

Sob o capô, ele utilizava o conhecido bloco cinco cilindros 2.2 turbo de20 válvulas, já utilizado no Quattro e no S2. No entanto, ajustado para 315 cv.  O bloco era unido a uma transmissão manual de seis marchas. Já a tração era a famosa integral Quattro, com diferencial central Torsen.

A RS2 acelerava de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e atingia máxima de 262 km/h. Pode parecer algo corriqueiro nos dias de hoje, mas era um número expressivo em 1994. Para se ter uma ideia, o 964 Carrera acelerava até 267 km/h.

A perua ficou em linha por apenas um ano, com cerca de 2,8 mil unidades fabricadas. Apesar da vida precoce, ela deu origem à linha RS.


Chrylser 300C Touring

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Não é todo dia que se topa com uma perua gigantesca equipada com um V8 Hemi 5.7 de 370 cv despejados nas rodas traseiras. Esse carro chegou ao Brasil em 2006, na época em que a Chrysler ainda era associada à Daimler-Benz.

Musculosa a 300C Touring era praticamente um Muscle Car para levar a família toda. Ela compartilhava base e conjunto mecânico com Dodge Charger e também com a perua Magnun, numa época em que a gigante de Detroit surfava na onda retrô de PT Cruiser, Dodge Ram 1500 e Plymouth Prowler.

Estiloso, esse carro chamava atenção por onde passava. A linha de cintura baixa, para-lamas alargados e aquela grade amedrontadora do 300C fazia dessa perua um carro tão sensual como qualquer cupê. Foi o primeiro V8 que dirigi. Isso a gente não esquece.


Subaru Impreza Sports Wagon WRX STi

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Existe um senso comum de que as peruas são carros familiares e pacatos. Mas, o que dizer de uma station compacta com mais de 250 cv e tração integral?

Pois é, esse carro é o Subaru Impreza Sports Wagon WRX STi Version VI, lançado em 1999. Com apenas 400 unidades, foi a edição mais nervosa da perua derivada do sedã e que trazia a mesma configuração do cupê que corria no Mundial de Rali.

Com para-lamas alargados, rodas aro 16, para-choques com dois “copões” para luzes auxiliares, coletor de ar no capô e dois aerofólios, a Sports Wagon WRX estava longe de ser uma perua qualquer.

Sob o capô a perua contava com unidade boxer 2.2 turbo, que desenvolvia 280 cv e 37 mkgf de torque, que garantia uma aceleração brutal. A tração integral permanente fornecia comportamento dinâmico invejável ao modelo.


Volkswagen Parati GTi

Não poderia faltar uma perua nacional nessa lista. A Parati GTi chegou em meados dos anos 1990, seguindo o rastro da segunda geração do GTi (Bolinha). Com desenho limpo, ela poderia passar despercebido na multidão. No entanto, as saias laterais, o “calombo” no capô (para poder acomodar o bloco, mais alto que os motores AP) e o emblema GTi davam o recado, que não era pertinente provocá-la.

A necessidade da bolha no capô se dá pelo truculento motor 2.0 16V de 141 cv e cerca de 18 mkgf de torque. A unidade era importada, assim como a transmissão manual de cinco marchas era emprestada do Audi A4, com relações que privilegiavam a oferta extra de potência. Furiosa, essa perua era capaz de acelerar a até 205 km/h. E nem precisava do turbo, cilindro extra ou tração Quattro da prima alemã.

A Parati GTi era um carro raro e teve tiragem modesta. Encontrar esse carro dando bobeira nas ruas não é fácil. E quem tem, guarda à sete chaves. Foi sem dúvida um dos carros mais legais feitos no Brasil.

Então, como não ser louco por peruas?


 

Fotos: divulgação montadora

Marcelo Jabulas é Jornalista e Designer Gráfico.
Está na área desde 2003, atualmente é o editor do caderno HD Auto, do jornal Hoje em Dia, de Belo Horizonte. Figura presente em todos os lançamentos, salões do automóvel e eventos da indústria automobilística. https://www.hostpublisher.com

 

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Emilio Camanzi

Emilio Camanzi

Emilio Camanzi  é um jornalista experiente e formador de opinião, com mais de 56 anos de trabalho dedicados a área automobilística. Seu trabalho sempre foi norteado pela busca da seriedade e credibilidade da informação. Constrói suas matérias de forma técnica, imparcial e independente, com uma linguagem de fácil compreensão. https://www.godsexapplepie.com 🙋 PARCERIAS: apartamentos-rosa.com@gmail.com

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